Notícias - 2007
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12/2007_Última reunião do ano fecha com confraternização e realizações as atividades de 2007
2007 foi para a FEMESP certamente um ano muito ativo. Muitas mudanças, consolidação de projetos e alguns sustos, em meio a uma vida pessoal e profissional também muito compromissada, fizeram 2007 “voar”.
O afastamento informal do Silvério no cargo da Presidência por motivos pessoais teve um efeito curioso, quase solidário, em relação ao envolvimento das pessoas com a Federação. Havia um certo comodismo com a presença de um líder como ele, que além de articular, também executava. Ao se deparar com a realidade de que “ou tocamos”, ou ela estará fadada a minguar, criou-se uma força-tarefa, no qual, de acordo com seu envolvimento pessoal, cada um assumiu uma parte. Este espaço criado foi sendo lentamente ocupado até que, neste momento, considero que nosso crescimento é sustentável.
Gradualmente a Adriana do GPM está assumindo a tesouraria – após uma gestão incondicional do Marcelo Chiossi. O Gustavo está assumindo a Diretoria Técnica e todos, em um esforço conjunto, estamos cobrindo a lacuna da Presidência.
Nossa acessória jurídica foi determinante na reforma do Estatuto. Agradecemos ao Rogério. Quanto à nossa secretaria, somente uma palavra: impecável. Obrigado Jussara.
Com o estatuto reformado, além de nos adequarmos à nova legislação em vigor, abrimos um caminho para que a comunidade se aproxime da Federação através da filiação individual. Esperamos, dentre outras coisas, identificar pessoas que possam oferecer um pouco de seu trabalho voluntário e nos afirmarmos como entidade representativa do montanhismo e escalada no Estado de SP.
Nosso meio de comunicação – o FEMESP News, atualmente sob coordenação da Karina, está se consolidando e já temos 72 pessoas cadastradas pelo site para receber a notificação. Foram 5 boletins este ano. Estas pessoas cadastradas são multiplicadoras da informação e cobre, de forma indireta, a lacuna da Assessoria de Imprensa. Além disso, a divulgação ampla remete a uma imensa responsabilidade do que é reproduzido nos boletins.
Mas se existe uma conquista no “montanhismo institucional” em 2007, esta foi a reabertura das travessias no PNI, fechada há décadas, ainda que não em seu formato ideal. A dedicação do Pedro e também do Milton e Roney foi decisiva para a consolidação do processo. A competência com que conduziu o processo pela FEMESP via GT Itatitaia, em parceria com o GEAN e FEMERJ criou grande visibilidade e, atualmente, abre as portas para participarmos da elaboração do plano de manejo – quando isto vier a acontecer.
A diretoria técnica terá muito trabalho para dar continuidade ao processo de qualificação: auditorias do CIM devem acontecer e, após consolidado o processo, devemos partir para a norma do Curso Básico de Escalada, nos moldes da do CIM.
Para 2008, é muito importante a elaboração de um Regimento interno para disciplinar a organização e funcionamento das Diretorias e dos cargos administrativos, especialmente, quanto às solicitações de filiação individual, emissão dos Selos e definir a conduta em caso da violação do estatuto.
Na escalada esportiva, além dos já tradicionais Campeonatos Paulista e Brasileiro em São Paulo, com as expressivas vitórias do Cesinha e da Thais Makino no Ranking Paulista, tivemos dois importantes eventos abertos realizados com apoio oficial, o Open de São Bento do Sapucaí (apoiado pela Prefeitura local) e o Open da Virada Esportiva, com apoio da Prefeitura de São Paulo.
Não poderíamos também deixar de parabenizar os atletas paulistas que defenderam as cores do Brasil nos campeonatos Mundiais, com ótimas colocações: Janine, Cesinha, Felipinho e Belê.
A Festa na Montanha, no contexto do Open de São Bento, foi um sucesso, reunindo centenas de pessoas ao local em um esforço conjunto da FEMESP com os clubes e, especialmente, da APEE. Nesta oportunidade, a Federação homenageou os Irmãos Cortez, conquistadores da Pedra do Baú pela Face Sul, entregando uma placa a sua família. Foi um momento de grande emoção. Também homenageamos Domingos Giobbi, montanhista pioneiro e fundador do CAP, com participação expressiva no Brasil e no Exterior.
Falando em Pedra do Baú, o GT Regrampeação subsidiou a regrampeação de 12 vias na região. É um grupo de trabalho que surgiu como uma demanda da comunidade e que está se consolidando aos poucos com a colaboração do Pedro, Marcelo Lopes e apoiadores.
Temos o desafio para 2008 de buscar uma solução alternativa para a reabertura do Guaraiúva, como símbolo de mais um lugar fechado para o montanhismo e escalada. Seria interessante um grupo dedicado a estas causas, que tendem a ser cada vez mais freqüentes, dado o crescimento vertiginoso de praticantes do montanhismo e escalada com seu efeito colateral multiplicador de problemas. Além disso, o crescente processo de burocratização das instituições públicas tende a criar cada vez mais regras, no qual temos que participar ativamente para não sermos confundidos com turistas convencionais e termos de nos sujeitar às mesmas condições. No caso dos parques nacionais é ainda pior, pois a coordenação está imersa em uma atmosfera nebulosa do Instituto Chico Mendes, ainda sob coordenação do famigerado IBAMA.
A reestruturação do site da FEMESP permitiu dar uma boa enxugada no conteúdo, além de implementar um layout mais bonito e navegação mais fácil. Obrigado especial ao nosso Webmaster Daniel.
Agradeço muito o envolvimento do Maurício de Sousa, Monica Lais, Leizer, Neusa, Tom, Rosita, Robles, Suzuki e Carla Tanaka. A participação de vocês foi decisiva em diversos momentos.
Bom, 2007 acabou e 2008 será o ano de mantermos nossos projetos caminhando no processo de consolidação da Federação, com a certeza de que com o crescente envolvimento dos Clubes isso será realidade! Afinal, quem faz a Federação somos nós.
Viva o trabalho voluntário!
E feliz ano novo!

confraternização 2007

Mariana Zuquim - Vice-presidente
11/2007_Governo do RJ cria o Serviço de Guarda-Parques do Estado
Hoje é um dia histórico na defesa do meio ambiente no Rio de Janeiro, pois o governador Sérgio Cabral bateu o martelo quanto à criação do Serviço de Guarda-Parques do Estado do Rio de Janeiro! O decreto será assinado no Palácio Guanabara no dia 20 de dezembro, em solenidade que contará com a presença da ministra Marina Silva, e para a qual desde já estão todos convidados!

Serviço de Guarda-Parques será criado no âmbito dos Grupamentos (I e II) de Socorro Florestal e Meio Ambiente do Corpo de Bombeiros, e atuará nas unidades de conservação estaduais de proteção integral, isto é, nos parques, reservas biológicas, estações ecológicas e, se e quando os tivermos, também em monumentos naturais e refúgios de vida silvestre. Eles atuarão nas atividades de prevenção e combate a incêndios florestais, busca e salvamento, interpretação natural, histórica e cultural, e fiscalização de todas as infrações adminsitrativas observadas, inclusive desmatamentos, invasões etc...

Portanto, é importante frisar desde já que os guarda-parques NÃO terão atribuição para reprimir crimes, o que continuará sendo de competência das polícias (militar, civil, federal etc.), mas podem, e devem, comunicar à autoridade policial os casos de crimes, ou supostos crimes, detectados no interior e no entorno imediato de nossas UC.

O quantitativo inicial solicitado é de 200 homens para todas as unidades hoje existentes, mas num primeiro momento contaremos apenas com cerca de 20 para um projeto-piloto no Parque Estadual da Ilha Grande (pretendíamos também para o P. E. da Serra da Tiririca, mas isso não foi possível), e os demais virão com o próximo concurso do Corpo de Bombeiros, que acontecerá no início do próximo ano, o que quer dizer que este serviço não estará funcionando plenamente antes do final de 2008, mas o que importa é que o conceito estará firmado, e nossos parques poderão contarcom um instrumento muito mais efetivo de relacionamento com visitantes e moradores, e também de fiscalização.
André Ilha
10/2007_Regulamentação do Montanhismo
 Durante o primeiro mandato do Presidente Lula, a partir de 2003, o Ministério do Turismo resolveu regulamentar a pratica do Turismo de Aventura, através de um programa chamado “Aventura Segura”. Desde então várias pessoas ligadas às Federações de Montanhismo e a outras associações esportivas perceberam que esse processo poderia interferir na atividade do Montanhismo tradicional, praticado de forma livre e independente. Entretanto nunca houve um consenso a respeito do assunto, provavelmente porque dentre os montanhistas e outros esportistas que tem seu ganha pão em atividades turísticas, alguns vislumbraram que a possibilidade de regulamentação poderia reduzir efetivamente os riscos dessas atividades, tornando-as mais organizadas e lucrativas.

O projeto do Ministério tem entre suas metas formais aumentar a segurança nas atividades do chamado Turismo de Aventura. Mas seu principal objetivo é aumentar o fluxo de turistas estrangeiros interessados na prática de atividades ao ar livre, nos moldes do que ocorre na Nova Zelândia, conforme declarou o então Ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia, na abertura da Adventure Sports Fair 2004.

No que tange ao Montanhismo e à Escalada, é fundamental manter bem definidas as diferenças entre as práticas do turismo em ambiente de montanha e a prática do montanhismo tradicional. A regulamentação e a prática do turismo não devem comprometer a prática e a cultura do montanhismo tradicional. A base do conhecimento técnico do montanhismo é de domínio da comunidade montanhista, que se formou ao longo de quase um século de atividade. Esta comunidade é representada por clubes e associações, organizados em Federações Estaduais, que formam a Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME). Estas organizações são responsáveis pela regulamentação das atividades (procedimentos e técnicas) de montanhismo.

Infelizmente, da parte dos órgãos oficiais essas diferenças nem sempre são reconhecidas, como se pode depreender da definição de Turismo de Aventura contida nos documentos oficiais do Ministério do Turismo:

“Turismo de Aventura compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo”

Essa definição engloba todas as atividades praticadas ao ar livre que não envolvam a competição convencional. Infelizmente, embora vários participantes do programa oficial soubessem da existência dos clubes, associações, Federações Estaduais e da CBME, não fomos chamados a opinar ou participar da fase de definição desse projeto, o que resultou nesta e em outras invasões de área, algumas das quais ainda por serem reveladas no desenvolvimento do processo. Vejamos algumas possibilidades bastante tangíveis.

O programa pressupõe a certificação de condutores e empresas através de Normas elaboradas no âmbito da ABNT/INMETRO, um padrão de certificação desenvolvido para a indústria e com raras aplicações na certificação de pessoas. Esse modelo contrasta fortemente com tudo que conhecemos referente ao ensino e à qualificação de montanhistas e guias de montanha no mundo inteiro.

A princípio as Normas ABNT são de caráter voluntário, mas nada impede que o Ministério do Turismo baixe uma regulamentação tornando-as obrigatórias, principalmente para as atividades praticadas em caráter comercial. Acredito mesmo que isso irá acontecer, uma vez que o Ministério vem patrocinando a elaboração dessas Normas com pesado aporte de verbas para as entidades que as estão desenvolvendo, a ABETA – Associação Brasileira dos Empresários de Turismo de Aventura e o IH – Instituto de Hospitalidade.

Um dos possíveis problemas é que os cursos oferecidos pelos Clubes podem vir a ser considerados atividades comercial e imediatamente enquadradas no sistema. Isso obrigaria nossos Clubes a desenvolverem um sistema de gestão de segurança e a certificar seus guias de acordo com as Normas da ABNT, o que demandaria enorme burocracia e custos. Alem disso as Normas ABNT, por terem sido desenvolvidas para atender ao turista leigo, são tecnicamente menos exigentes do que nossos currículos de Cursos Básicos, tornando a certificação via ABNT de pouco valor para quem está interessado em aprender Montanhismo no sentido tradicional.

Da mesma forma a certificação via ABNT deverá afetar a todos que praticam a atividade comercialmente, os atuais guias de escalada e montanhismo e suas empresas/escolas de escalada. Fora a burocracia e os custos, não me parece correto que os montanhistas tenham que se certificar através de órgãos totalmente estranhos às nossas atividades ao invés de fazê-lo através dos Clubes, Federações e da CBME, que são constituídos por e para montanhistas.

Outra provável complicação que poderá ocorrer será a exigência de acompanhamento por guias certificados via ABNT em Parques Nacionais. A ABETA e o Ministério do Turismo têm mantido contato com o Ministério do Meio Ambiente e a adoção das Normas como referencia nas Unidades de Conservação pode acontecer a qualquer momento.

Também parece muito provável que as Normas venham a servir de referencia em ações judiciais que envolvam, por exemplo, acidentes em escalada. Um possível argumento para considerar um guia culpado por um acidente seria ele não possuir certificação ABNT.

Enfim, estamos diante de uma situação bastante complexa e nebulosa. Nesse momento é importante que todos os montanhistas tomem consciência do problema e procurem se informar melhor sobre o assunto. A meu ver, a existência do Montanhismo e da Escalada tradicionais praticados de forma independente e voluntária vai depender de nossa união e capacidade de mobilização.

Creio que a matéria é extensa e pretendo voltar a esse espaço com mais detalhes no futuro próximo.
Silvério Nery
10/2007_Após quase 20 anos, o Parque Nacional do Itatiaia reabre travessia
Depois de quase vinte anos de travessias fechadas no Parque Nacional do Itatiaia, no dia 24 de setembro de 2007, foi reaberta a travessia Ruy Braga (Rebouças-Sede). Essa conquista do montanhismo é fruto do trabalho da FEMESP e da FEMERJ, juntamente com o GEAN, AGUIMAN e AMAN, além da equipe do parque.

Aos montanhistas que pretendem realizar a travessia, solicitamos atentar às diretrizes aprovadas pelo Conselho Consultivo do Parque Nacional do Parque do Itatiaia.
GT Itatiaia
9/2007_Veja as fotos da IV Etapa do Ranking Paulista - Boulder
Veja a galeria
Aconteceu durante a Virada Esportiva, no SESC Ipiranga, a IV Etapa do Paulista de Escalada Esportiva na modalidade boulder!

Como nunca antes, uma belíssima iluminação deu um visual fantástico às paredes de boulder.

Confira a galeria de fotos e se você não foi, veja o que perdeu!
9/2007_Entrevista de Silverio Nery, presidente da CBME, ao site wilo.com.br
Wilo - Conte-nos um pouco sobre o nascimento da Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo, sua missão, seus anseios na direção desta entidade.

Silverio Nery - Desde 1999 eu vinha acompanhando o fórum Interclubes no Rio que acabou resultando na fundação da FEMERJ. Vale lembrar que se não fosse pelas listas de discussão na internet, nada disso teria acontecido. Houve então um evento, em meados de 2000, que provocou o início das discussões em São Paulo, que foi uma “super-grampeação” no cume do Bauzinho, para pratica de rapel. Isso revoltou os escaladores locais e resultou em discussões frenéticas pela Internet. Ao final não me lembro se os grampos chegaram a ser efetivamente colocados e retirados mais tarde ou se a comunidade local fez tanta pressão “direta” em cima do grupo de rapel que os grampos nem chegaram a ser colocados. Mas o importante foi que de um momento para o outro “caiu a ficha” para muitos montanhistas. Todos perceberam que sem uma entidade representativa não teríamos como reclamar de atitudes absurdas como aquela. E que nem sequer seríamos ouvidos em tantas outras situações em que o que vale é a palavra da Pessoa Jurídica. Na época a Monica Filipini de São José dos Campos e o Eliseu Frechou de São Bento me “convocaram” para ajudar a fundar e ser presidente do CMSM - Clube de Montanhismo da Serra da Mantiqueira. Na mesma época a Monica consultou todos os clubes, ativos ou não, formalmente constituídos ou não, de todo o Estado para um ciclo de reuniões cujo objetivo era fundar a Federação. Passamos a ter uma lista na internet aberta a todos os interessados e ativa até hoje ( FEMESP@yahoogrupos.com.br). Levamos um ano inteiro discutindo o estatuto ponto por ponto. Foi cansativo mas valeu a pena. No dia 7 de março de 2002 em uma reunião memorável numa pizzaria de São Paulo, em que por acaso reuniram-se todas as diretorias dos 3 clubes fundadores (CAP, CEU e CMSM, incluindo o Domingos Giobbi, fundador do CAP, o clube mais antigo de São Paulo), a Daniela Rossi, montanhista e advogada, deu a idéia de fundarmos ali mesmo a Federação. Ela lavrou uma Ata manuscrita, em papel de embrulho, que foi depois assinada por todos os presentes e da qual guardo original e cópia digitalizada com muito carinho. Os motivos e anseios que me levaram a aceitar o desafio de presidir a FEMESP e depois a CBME continuam valendo até hoje. O número de praticantes de Montanhismo, de uma forma bem geral, envolvendo trekking, escalada, canyoning, rapel e derivados aumentou consideravelmente nos últimos anos. O volume de praticantes traz riscos preocupantes para o meio ambiente e para os próprios montanhistas, como contaminação das nascentes de água; colocação de proteções fixas de maneira indiscriminada em paredões rochosos; fechamento de trilhas em parques públicos e em áreas particulares; proliferação de empresas e indivíduos oferecendo cursos e serviços de guia para atividades de risco sem qualquer restrição ou controle; proliferação de projetos de lei visando regulamentar nossa atividade sem qualquer critério, enfim, existe um espaço muito grande para atuação de instituições que regulamentem as atividades das pessoas em ambiente de montanha. As Federações Estaduais de Montanhismo, fundadas em anos recentes nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, todas elas oriundas dos tradicionais Clubes de Montanhismo e Excursionismo em atividade no Brasil há mais de 80 anos, estão buscando preencher gradativamente essas lacunas, às custas de um grande esforço de voluntários apaixonados pelo esporte. Eu faço parte desse grupo.

Wilo - Qual sua atuação no CBME?

Silverio - A CBME para mim é uma extensão do trabalho que já vinha realizando na FEMESP, só que em âmbito nacional. Fundamos a CBME inicialmente para ter um “chapéu” mais representativo na hora em que precisássemos conversar com um Ministério ou o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), por exemplo. Me lembro claramente do Bernardo Collares, presidente da FEMERJ, me fazendo a “proposta indecente”: “se você topar ser o presidente eu topo ser o vice!” Bom, isso foi em 2003, a CBME foi oficialmente fundada em agosto de 2004 e estamos aí até hoje. O trabalho cresceu muito e tenho muita pena de não poder me dedicar mais à ambas as entidades. Temos inúmeros trabalhos começados e não concluídos, o que me incomoda um pouco. Entretanto acho melhor fazer o possível do que não fazer nada. Às vezes fica difícil compreender a necessidade da existência e a atuação das Federações e da CBME. É um trabalho extremamente chato e burocrático, mas estou plenamente convencido da importância desse trabalho e da necessidade de estarmos bem organizados. O momento atual está exigindo uma forte atuação frente aos órgãos públicos e temos procurado fazer isso. Com o já citado aumento da prática dos esportes de aventura, ocorreu uma natural tentativa de regulamentação/intervenção por parte dos órgãos públicos. O problema é que os órgãos públicos (IBAMA, Ministérios do Meio Ambiente, do Turismo, do Esporte, etc.) consideravam que somente turistas leigos (sem conotação pejorativa, mas apenas para diferenciar esse grupo dos montanhistas) freqüentam as áreas naturais, incluindo os Parques Nacionais, e dessa forma buscavam soluções apenas para essas pessoas. Ou seja, para eles os Montanhistas simplesmente não existiam e assim o que eles vinham propondo poderia atingir (negativamente e fortemente) o montanhismo tradicional. Com a atuação das Federações e da CBME essa visão aos poucos está mudando. Alguns exemplos: Em meados de 1997 o Deputado Miro Teixeira (RJ) encaminhou um Projeto de Lei propondo a criação da figura do “Guia Obrigatório”. Se essa lei tivesse sido aprovada, para entrar em qualquer Parque Nacional hoje em dia um montanhista experiente ou um turista leigo teriam que contratar um “guia” conforme infelizmente ocorre na Chapada dos Veadeiros. Na época a FEMERJ ainda não existia, mas através de seu embrião, o Fórum Interclubes, os montanhistas do Rio conseguiram uma audiência com o deputado, explicaram a situação e nosso ponto de vista e por fim ele acabou desistindo do projeto. Infelizmente a idéia do guia obrigatório não morreu e desde então a CBME vem lutando fortemente contra isso. Vamos ver como fica agora com a criação do Instituto Chico Mendes. Um outro exemplo bastante positivo da atuação da CBME aconteceu no ano passado, quando o montanhista André Ilha conseguiu abrir um canal direto de comunicação dos montanhistas (no caso a FEMERJ) com a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, através do então Deputado Carlos Minc, hoje Secretário Estadual de Meio Ambiente do RJ, um defensor das nossas causas. Diante dessa possibilidade elaboramos uma carta contendo nossas principais reivindicações. A FEMERJ então passou a liderança do processo para a CBME visando a abrangência nacional do movimento e assim a carta foi subscrita por 42 (quarenta e duas) associações de montanhismo de todo o Brasil. É importante notar que se a carta fosse assinada por alguns montanhistas provavelmente não daria em nada, mas sendo enviada por uma Confederação e acompanhada por mais 41 associações/federações, deu resultado: o IBAMA mandou organizar o I Encontro de Parques de Montanha, que ocorreu no ano passado no PNSO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). Nesse encontro, que teve a presença de gestores de parque de todo o Brasil, pessoal do IBAMA de Brasília, do Ministério do Meio Ambiente, etc., foi possível demonstrar o quanto o montanhismo é organizado, que já freqüentávamos as áreas dos parques muitas décadas antes delas serem parques e o quanto estamos auto regulamentados. Os gestores públicos ficaram muito bem impressionados, muitos deles sequer imaginavam que “um bando de malucos” tivessem tal nível de organização. Aos poucos, com essa e outras ações os órgãos públicos estão tomando ciência da nossa existência, da nossa organização e o que é melhor, quando o assunto é montanhismo, eles começam a procurar as entidades de montanhismo, Clubes, Federações e a Confederação para ajudá-los no assunto.

Wilo - Você acredita que o montanhismo e a escalada têm um crescimento no Brasil, tanto como atividade econômica, como em número de praticantes?

Silverio - Eu creio que a atividade cresceu muito nos anos 90, mas agora passa por um período de crescimento mais modesto. Houve o aparecimento de “atividades correlatas” como o rapel e as corridas de aventura, que disputam espaço nas montanhas e paredes de escalada com os montanhistas tradicionais e consomem mais equipamentos, atraindo maior atenção dos fabricantes e revendedores.

Wilo - Você acha que os montanhistas e escaladores e escaladoras brasileiros têm atitudes conscientes durante a atividade, do ponto de vista ambiental?

Silverio - Eu diria que a maioria dos montanhistas e escaladores no Brasil tem essa atitude, embora muitos não saibam exatamente como se comportar em determinadas situações em ambiente natural. Decidir por exemplo qual o destino deve ser dado às fezes em determinados ambientes naturais pode ser meio complicado se a pessoa não tem informações suficientes sobre o assunto. E como em qualquer grupo social, também existem os “espíritos de porco” aqueles que são capazes e cortar uma árvore na base da uma via porque o tronco estava “atrapalhando” a escalada, mas eu tenho certeza de estes que são minoria. Para orientações sobre conduta ambientalmente correta em ambientes naturais recomendo a consulta ao Programa Pega Leve!, uma iniciativa do CEU - Centro Excursionista Universitário (filiado à FEMESP) com apoio do WWF (www.pegaleve.org.br).

Wilo - O mercado que se auto-intitula “de aventura” não estaria mais preocupado apenas com o lucro, ao invés de aproximar as pessoas do meio-ambiente de uma forma responsável?

Silverio - Talvez você tenha razão, embora eu acredite que os empresários que atendem ao nosso segmento na sua maioria são conscientes de suas responsabilidades quanto à conservação do meio ambiente e também quanto à prática segura das atividades, Conheço pessoalmente vários empresários do segmento, quase todos são praticantes ou ex-praticantes de alguma atividade outdoor, mas infelizmente sinto falta de um apoio financeiro mais decisivo às nossas iniciativas de conservação das áreas naturais, como o Programa Adote uma Montanha da CBME e também na escalada esportiva, onde vivemos mendigando patrocínios para campeonatos, apesar do seu ótimo nível técnico e de termos conseguido boa divulgação na mídia, inclusive na televisão aberta.

Wilo - Conte-nos um pouco dos planos futuros, como a FEMESP quer ver o montanhismo e a escalada em 5 anos ou 10 anos?

Silverio - O ideal seria mais ou menos o seguinte (isso vale tanto para a FEMESP quanto para a CBME): Que na área de competições a escalada atingisse o mesmo nível do skate, com campeonatos recheados de bons patrocínios e boa divulgação na mídia em geral. Seria a consolidação de um nicho de público/mercado que no momento ainda é incipiente. Que no montanhismo tradicional atingíssemos um nível semelhante ao da Europa, em que a formação dos montanhistas, desde o básico até o guia de montanha é regulamentada pelas Federações Nacionais, encabeçadas pela UIAA, com reconhecimento governamental e público para cursos e currículos definidos pelas Federações. E que na área de conservação ambiental os montanhistas fossem considerados os consultores/parceiros preferenciais em projetos para ambientes de montanha e que a visitação dessas áreas fosse gerenciada de modo inteligente, de acordo com práticas modernas adotadas em diversos países, mantendo-se abertas para a prática do montanhismo e da escalada.

Wilo - Para ser membro da FEMESP é necessário ser pessoa jurídica, isto não limita a participação da comunidade escaladora na entidade? Qual a participação possível no âmbito individual, na Federação?

Silverio - Pela legislação civil brasileira é necessário que seja mais ou menos dessa forma, pois não seria adequado, dentro da Federação, dar o mesmo poder de voto a uma pessoa física e a uma pessoa jurídica, que normalmente representa um grupo de pessoas físicas. Além disso, no caso da FEMESP, num primeiro momento julgamos importante reforçar o papel dos Clubes nessa pirâmide. Eu creio que tivemos bons resultados, com o crescimento dos tradicionais CAP e CEU e com o aparecimento do CMSM, APEE e GPM. Estamos agora mesmo estudando uma alteração nessa regra para, dentro de pouco tempo, permitir o ingresso de pessoas físicas diretamente na FEMESP. Entendo que essas pessoas deverão comprovar determinadas habilidades em montanhismo e, pelo exposto acima, não deverão ter direito à voto, mas isso ainda não está fechado. Por enquanto o que recomendamos para quem quiser participar da Federação é que procure um dos cinco clubes filiados acima e se associe àquele que melhor atender às suas expectativas.

Wilo - Como fica a questão da homologação, já que muitos montanhistas têm cursos no exterior, horas de experiência como guias, cursos no Brasil, porém não têm certificação oficial justamente porque até hoje não existiu tal instrumento. O que estes montanhistas devem fazer?

Silverio - O interessante em processos de homologação é que eles não sejam obrigatórios, pois assim o que vale é a credibilidade “real” do sistema e não uma imposição legal qualquer. A homologação FEMESP ou CBME deverá ser voluntária e o “selo” será tanto mais importante e desejável quanto mais conseguirmos manter elevado o nível técnico e a lisura do sistema de homologação. Entretanto criar e manter um sistema de homologação baseado apenas em trabalho voluntário está no limite máximo das nossas possibilidades. Sem apoio financeiro é praticamente impossível criar e manter um sistema desses a nível nacional. Infelizmente não tenho uma resposta objetiva para oferecer aos montanhistas que desejam uma homologação pela CBME a curto prazo. Sinto muito, mas somos poucos e o trabalho nessa direção é imenso. Temos muitas idéias na cabeça, algumas ações bem adiantadas e quem puder ajudar será muito bem vindo! A FEMESP lançou recentemente um selo de qualidade para montanhistas que passarem pelo CIM - Curso de Iniciação ao Montanhismo, dentro de padrões de currículo e registros definidos em normas internas da Federação e adotados pelos Clubes filiados. Nossa idéia foi atingir primeiro a base da pirâmide, estabelecendo um padrão de referência mínimo para aquelas pessoas que desejam ser chamadas de Montanhistas. Na outra ponta do espectro temos a AGUIPERJ, no Rio de Janeiro, filiada à FEMERJ e à CBME, oferecendo cursos e titulação para Guias Profissionais de Escalada. E no “meio” temos vários cursos de clubes e também os particulares. O que precisamos agora é juntar tudo isso e criar um padrão nacional. Creio que esse é o trabalho mais pesado que a CBME tem pela frente.

Wilo - A linha educacional de formação, usada no resto do mundo, principalmente nos moldes da UIAA, e que é a que a FEMESP abraça para a formação de montanhistas no Brasil, é certamente a mais segura, tanto nos aspectos da atividade em si, quanto na conscientização e capacitação, porém, é visível ainda uma postura meramente da busca da “adrenalina” e do “esporte radical” nos picos de escalada, por boa parte dos frequentadores. O Sr. considera a escalada esportiva, ou mesmo o montanhismo, atividades “radicais”? Não seriam “tradicionais” (já que existem há centenas ou milhares de anos)?

Silverio - O grande desafio para o Montanhismo tradicional no mundo inteiro hoje em dia é preservar suas raízes românticas, aliando a profunda reverência à Natureza e a adoção de valores naturalistas, ao estilo do Henry D. Thoreau e John Muir, com a “desesperada” busca por emoções fortes e imediatas associada aos esportes ditos “radicais”. Hoje em dia muitos escaladores, talvez a maioria deles, se iniciam no esporte através da escalada esportiva e infelizmente a tendência natural dessa modalidade é enxergar a rocha (e por extensão a montanha) apenas como um obstáculo a ser vencido e nada mais. Para mim isso reforça a importância da atuação das Federações junto a todos os montanhistas e escaladores, sejam eles “tradicionais” ou “esportivos”, procurando preservar, registrar e divulgar a história do montanhismo, deixando sempre aberta uma “janela” que possibilite aos interessados conhecer nossas origens e procurando sensibilizar os novatos para essa visão mais tradicional. Não gosto da palavra “radical”. Entretanto ela está sendo adotada pelo Ministério do Esporte para definir as modalidades praticadas em ambientes controlados, como ginásios e muros de escalada, são os Esportes Radicais. Ao mesmo tempo, para as atividades praticadas em ambientes naturais foi adotado o termo Esporte de Aventura. Creio que vamos ter que nos render.

Wilo - Já existem parcerias com entidades dos outros países próximos ao Brasil, sobretudo os Andinos?

Silverio - A CBME é filiada à UIAA desde 2006. Este ano a UIAA se dividiu em duas entidades, uma delas voltada exclusivamente para competições, a IFSC (International Federation for Sport Climbing), cujo principal objetivo é levar a escalada para os jogos olímpicos. Também estamos filiados à ela. Na América Latina temos bons contatos na Argentina, Peru, Chile e Bolívia. Na escalada esportiva temos fluxo constante de informações com a UPAME, entidade filiada à IFSC que congrega todos os países latino americanos. Temos também bons contatos com a Federação Venezuelana, que lidera a UPAME. Seria relativamente simples concretizar parcerias, visando por exemplo cursos de alta montanha ou de route-setters (montadores de vias). Mas, outra vez, carecemos principalmente de mão-de-obra voluntária para cuidar desse assunto.

Wilo - No futuro, quando a certificação e homologação dos montanhistas no Brasil for totalmente viável, ela valerá para os demais países da América Latina? Um guia brasileiro guiará nos Andes? Ou mesmo no exterior?

Silverio
- O problema é que no Brasil não temos neve, o que dificulta um pouco essa total transparência. Entretanto essa dificuldade pode der contornada através de convênios que permitam ao guia brasileiro complementar sua formação nos Andes (Argentina, Peru, Chile ou Bolívia) ou até mesmo na Europa ou EUA. Vejo isso como uma alternativa bastante viável que permitiria a homologação de um guia brasileiro valer em qualquer país do mundo. Por outro lado a UIAA está estudando a criação de um padrão de formação para Guias de Montanhas Tropicais e talvez essa seja a uma boa alternativa para o Brasil e para outros países com condições geográficas semelhantes à nossa.

Wilo - Aproveite para chamar os interessados em colaborar com os programas e ações da CBME e FEMESP, e demais entidades em prol das montanhas.

Silverio
- Já “chorei” um pouco nesse sentido em algumas respostas anteriores. Para entrar em contato com a FEMESP ou com a CBME coloco à disposição meu e-mail (silverio@webcable.com.br). Abaixo segue uma relação completa das Federações, Clubes e associações filiadas à CBME, basta escolher a que estiver mais próxima. E por fim, meu apelo é o seguinte: Faça com que o montanhismo seja do jeito que você quer. Participe!

9/2007_Novas regras para inscrição no ranking paulista – IV Etapa
A IV Etapa será em formato de festival!

Qualquer pessoa pode se inscrever na etapa, sendo ou não federado em São Paulo.
A inscrição será gratuita para os federados no Estado de São Paulo (na APEE, e em qualquer clube membro da FEMESP). Já para os não federados a inscrição ficará em R$ 15,00.

Quem não é federado tem a opção de se federar e ter a inscrição gratuita e desconto na inscrição do III SP Open de Boulder do dia 29.

Lembrando que somente os federados serão ranqueados no Ranking Paulista 2007.

Serão aceitas inscrições pelo site www.apee.com.br e também no dia, durante toda a duração do festival.

Infantil 14, Juvenil 15 – 17 e Intermediário
Festival a partir das 17:00 (a duração será informada no local e dependerá do número de atletas inscritos).
Contagem de pontos por TOP à vista ou TOP não à vista.

Master
Festival a partir das 20:00 (a duração será informada no local e dependerá do número de atletas inscritos).
Contagem de pontos como no sistema de rodadas, por TOP e agarras bônus, como em todas etapas do Ranking Paulista.
PARTICIPEM!
Chamem seus amigos para participarem também. Boulders para todos os gostos e níveis de competidores. Aproveite para treinar para o III SP Open de Boulder, que também acontecerá no SESC IPIRANGA no dia 29 de setembro, com R$ 3.000,00 em premiação.

Maiores informações: www.apee.com.br e www.webventure.com.br.
Boa sorte!
Ricardo Leizer - APEE
9/2007_Acontece no RJ o Circuito de Boulder da LIMITE VERTICAL
Local: Centro de Escalada LIMITE VERTICAL - CELV
Rua Bambina 141/fundos, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.

1ª Etapa: 07/10/2007
2ª Etapa: 04/11/2007

As inscrições poderão ser feitas no CELV até os dia das competições com até 30 minutos antes do fim do "Festival" ou enquanto houver vagas.
Categorias
Open - Masculino e Feminino
Iniciantes - Masculino e Feminino
Informações no C. E. Limite Vertical ou no tel. 21 2246-9059 - cel. 21 9286-2730.
Será um Circuito com duas etapas, cada uma delas dividida em duas partes. A primeira será uma competição para todos os níveis de praticantes de escalada esportiva.

O "Festival" é uma interessante competição que promove a integração entre os participantes, que independente da categoria tem direito de escalar os 26 Boulders de diferentes níveis de dificuldade variando de 3° a 9° grau em cada etapa, juntamente com grandes feras do nosso esporte. Durante 4 horas, todos os participantes terão livre acesso aos cinco setores destinados a competição. Os participantes vão escalar as vias abertas pelos Route-setters Alexandre Flores "Xandinho" e Bernardo Cruz "Nado".

Os Muros:
The Cave – 5 problemas
La Cueva – 4 problemas
Travessia – Setor Escada – 6 problemas
Setor Bicicletário – 6 problemas
Hulk Wall – 5 problemas

A premiação do circuito será realizada numa grande festa no CELV que vai premiar os campeões do Circuito e outras personalidades que se destacaram em nosso esporte, em sua organização, evolução técnica, esportiva e ajudaram a engrandecer a LIMITE VERTICAL. Com muita musica, vídeos, escalada e diversas surpresas.

Organização: Flávio Carneiro, Adriana Mello e Alexandre Flores.
Route-setters: Alexandre Flores "Xandinho" e Bernardo Cruz "Nado"
Route-setter assistente: Jean Matos "Fluber".
Árbitros principais: Bernardo Cruz "Nado" e Marcelinho Braga.
DJs: Dado Brother e Don Bagrones.
Fotos: Marcela Chaves.
Filmagem: Flavio Carneiro, Luiz Paulo Vinil, Sidney Dantas e Luiz Tapajós "Sabiá".

Patrocínio: V12 AGARRAS – DEUTER – CASA DO ALPINISTA
Apoio: Três Picos – www.sabianoar.com.br - OVER
9/2007_APEE e Nossaparte juntos em ação ambiental
No próximo Sábado dia 22 de Setembro, a APEE (Associação Paulista de Escalada Esportiva) junto com a Nossaparte estarão convidando atletas, público e acompanhantes da FINAL DO PAULISTA DE ESCALADA a participarem de uma ação ambiental em prol do combate a queimadas na Serra do Itapetinga em Atibaia, um “point” de escalada a pouco mais de 40km de São Paulo.

O evento que vai acontecer no próximo dia 22 durante a VIRADA ESPORTIVA de São Paulo no SESC Ipiranga quer contribuir para a compra de uma bomba de água a ser doada para a ONG Simbiose que a mais de 5 anos atua na serra na contenção de trilhas, na educação e recepção de visitantes, no estudo e registro do impacto da visitação na Pedra grande, no combate às queimadas e no estudo e reflorestamento de árvores nativas.

Acreditando que meio ambiente e aquecimento global são assuntos que dizem respeito a todos, a ação estará aberta a qualquer pessoa que queira participar. O valor da contribuição é R$ 5,00 e cada contribuinte deve assinar a pasta de adesão que ao final da ação será entregue com as assinaturas e toda a documentação para a APEE.

Para os atletas a ação deve começar já às 3hs da tarde a fim de não atrasar o evento já que todos devem passar pela ação ambiental antes de fazer a inscrição.

A preservação do meio ambiente é responsábilidade de cada um de nós, com pequenas atitudes individuais podemos obter grandes resultados coletivos.
Daniela B. Yoshioka – Nossaparte
9/2007_Virada Esportiva com a Final do Paulista de Escalada e III SP Open de Boulder
III Open BoulderOs maiores nomes da escalada do país estarão reunidos nos dias 22, 23 e 29 de setembro no SESC Ipiranga, em São Paulo, local que na década de 90 sediou diversas competições de escalada. Nos dias 22 e 23 de setembro a escalada fará parte da VIRADA ESPORTIVA, evento que será realizado pela Prefeitura de São Paulo e oferecerá 24 horas ininterruptas de esporte. O sábado (22) será marcado pela final do Ranking Paulista de Escalada Esportiva e no domingo (23) serão realizadas clínicas de escalada gratuitas. Já no dia 29 de setembro, o SESC Ipiranga volta a receber escaladores para o desafio III SP Open de Boulder.

Após três etapas, o Ranking Paulista de Escalada Esportiva chega ao final com a quarta prova na modalidade Boulder. O evento que acontece no dia 22 de setembro, será realizado nas categorias Infantil 14, Juvenil 15-17, Intermediário e Master, todas elas feminino e masculino. O evento terá início às 17h00 e deve terminar às 23h30. Como fará parte da VIRADA ESPORTIVA, promete ser um show de escalada para o público que estiver no SESC Ipiranga acompanhando o evento. As inscrições para essa prova já estão abertas e custam R$ 15,00. Podem participar do evento somente membros da APEE. Mais informações no www.apee.com.br.

No domingo (23), será a vez de o público ter o gostinho de escalar. Isso porque neste dia os muros estarão abertos durante a Virada Esportiva e o público em geral poderá experimentar escalar nos muros do campeonato e conhecer o estilo de escalada Boulder. Tudo isso com o acompanhamento dos monitores da APEE/ FEMESP que ministrarão clínicas de escalada das 10h00 às 17h00. Poderão participar das clínicas pessoas a partir de 6 anos e não há necessidade de inscrição, é só aparecer.

Para finalizar o mês com muita escalada, no dia 29 de setembro, o SESC Ipiranga sediará o III SP Open de Boulder. A competição será realizada no formato Festival, onde todos competem ao mesmo tempo, nas categorias: Infantil 14, Juvenil 15-17, Intermediário e Master, feminino e masculino. A organização do evento espera que cerca de 70 atletas de diversos estados brasileiros estejam presentes. Haverá 24 vias de todos os graus de dificuldade de V0 à V10. O evento é aberto e não há necessidade de ser filiado à APEE para participação. As inscrições já estão abertas e custam R$ 25 para não federados e R$ 15 para federados e sócios de clubes no Brasil. No dia da prova, o preço sobe para R$ 35 e R$ 30 respectivamente. A organização distribuirá medalhas para todas as categorias e prêmios em dinheiro que somam R$ 3 mil aos três primeiros colocados do Festival.

O presidente da APEE, Ricardo Leizer, explica a importância de eventos como esses para o esporte. “Levar competições desse porte para o público em geral só faz crescer a visibilidade e o interesse pelo esporte. Quem estiver no SESC Ipiranga nesses dias poderá ver alguns dos melhores atletas do país numa competição de alto nível técnico e quem sabe despertar a atenção para um futuro atleta”.
Tome nota
Eventos: Virada Esportiva + IV etapa do Ranking Paulista de Escalada Esportiva + III SP Open de Boulder
Local: Sesc Ipiranga - R Bom Pastor, 822 – Ipiranga
9/2007_Primeira Avaliação Pós-Incêndio do Planalto do Itatiaia
O Planalto do Itatiaia, onde estão as áreas acima de 2.000m no Parque Nacional do Itatiaia, sofreu nos últimos vinte anos, três grandes incêndios:

  • Setembro de 1988 - o fogo consumiu 5.000ha de vegetação campestre nativa;
  • 18 a 21 de julho de 2001 – o fogo destruiu 600ha de vegetação rupestre do planalto;
  • 21 a 28 de agosto de 2007 – o fogo se alastrou por 800ha dos campos de altitude.

O Planalto é área de intensa visitação durante os meses de inverno para a prática de diversas modalidades esportivas ao ar livre, tais como caminhadas e escaladas. Uma das áreas mais visitadas, as trilhas para o Pico das Agulhas Negras, também foram atingidas pelo incêndio. O Planalto está fechado à visitação desde então como medida crucial para garantir a integridade das trilhas nas áreas queimadas até o restabelecimento do seu ecossistema.

No sentido de agilizar as medidas necessárias para a recuperação da área queimada do Planalto, a Direção do PNI expediu a Ordem de Serviço Parna Itatiaia Nº 008/2007, de 30/08/2007 criando uma Comissão de Avaliação Pós-Incêndio do Planalto do Itatiaia.

Esta Comissão se reuniu no dia 31 de agosto de 2007 na Sede do Parque onde acertou os detalhes para a primeira avaliação de campo no Planalto, que foi realizada no dia 04 de setembro passado.

A Comissão é multidisciplinar e as proposições aqui expostas são fruto de visita técnica à região queimada e de intensa colaboração entre os que assinam o documento e membros da Fiscalização e de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prev-Fogo) do Parque Nacional do Itatiaia, em busca de soluções consensuais e viáveis a curto prazo.

As sugestões da Comissão de Avaliação Pós-Incêndio do Planalto do Itatiaia são:

1. Os incêndios vêm modificando progressivamente a paisagem dos campos de altitude. Os incêndios anteriores reduziram o número de árvores e facilitaram a propagação de espécies como a cabeça-de-negro (Cortadeira modesta) e a bengalinha (Chusquea pinifolia), que por sua vez dificultam a regeneração de outras plantas, por competição. E foram a cabeça-de-negro e a bengalinha as espécies mais queimadas neste incêndio, mas com as chuvas dos últimos dias, elas começam a se regenerar e tomar seu espaço.
2. O fogo afeta diretamente a fauna, com risco maior sobre as espécies mais lentas, tais como o famoso sapo “flamenguinho” (Melanophryniscus moreirae) endêmico do Planalto, porém esta Comissão observou vários sapos flamenguinho nas poças d’água formadas pelas chuvas pós-incêndio.
3. O Planalto permanece fechado à visitação pública até o dia 23 de setembro de 2007.
4. Para o feriado da “Semana 7 de Setembro” recomenda-se que as faixas de aviso de interdição do Planalto fiquem à vista na Garganta do Registro. Os Brigadistas do Prevfogo deverão ficar de prontidão na Garganta do Registro, Brejo da Lapa e próximo à Pousada Alsene para prestar as informações aos visitantes sobre o fechamento do Parque e logicamente fazer a segurança e a prevenção que se faz necessária.
5. Manter um plantão constante no Posto Marcão informando e conscientizando os usuários sobre os danos causados pelos incêndios florestais ao Planalto.
6. Colocar faixas de isolamento e brigadistas junto ao Abrigo Rebouças impedindo acesso às trilhas do Pico das Agulhas Negras.
7. Limpeza e retirada do lixo das trilhas afetadas pelo fogo. (Já disponibilizada a ajuda do GEAN neste quesito)
8. O porção sul do Planalto (Morro do Couto, Prateleiras e Pedra Assentada) não foi afetado pelo fogo, podendo ser reaberto no dia 24 de setembro, desde que as condições climáticas sejam propícias e mantido o aspecto de segurança, principalmente, no entorno do Pico das Agulhas Negras.
9. Implementar a demanda induzida para o projeto de pesquisa que colabore para a construção do conhecimento relacionando os efeitos do fogo sobre o ecossistema do Planalto.
10. Estabelecer estratégia de ampla divulgação das medidas tomadas.

Após estas dez sugestões, a Comissão formada pelas seguintes Entidades:
  • Parque Nacional do Itatiaia
  • Jardim Botânico do Rio de Janeiro – Pesquisa
  • GEAN – Grupo Excursionista Agulhas Negras
  • AGUIMAN – Associação de Guias de Turismo da Região das Agulhas Negras
  • AMAR – Agência do Meio Ambiente do Município de Resende
  • AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras

A comissão voltará a se reunir no próximo dia 17 de outubro para avaliar a situação do Norte do Campo Belo, onde as trilhas para as Agulhas Negras (acesso para as Agulhas, Pedra do Altar, Asa de Hermes e Aiuruoca) sofreram os maiores danos deste Incêndio Florestal.

Ordem de Serviço PNI Nº 008/2007
Comissão De Avaliação Pós-Incêndio Do Planalto Do Itatiaia
9/2007_Sistema Brasileiro de Graduação de Vias de Escalada
Com objetivo de unificar a nomenclatura e a sistemática de graduação de vias de escalada em rocha em todo o território nacional, a partir de Agosto de 2007 a CBME passou a adotar o Sistema Brasileiro de Graduação de Vias de Escalada. Este sistema foi desenvolvido pela FEMERJ e aprovado pela Assembléia Geral Extraordinária da CBME em 25/08/2007.

A CBME incentiva o uso e a divulgação deste Sistema por suas filiadas bem como por todos os Montanhistas e Escaladores Brasileiros.


Silverio Nery
8/2007_Itatiaia - Caminhadas e Incêndio
Mais um incêndio no Parque Nacional de Itatiaia , 1.000 hectares e seis anos após o último que destruiu 600 hectares. Sempre na mesma região do Planalto, área acima de 2.000m dominada pelos campos de altitude. Mais uma vez surge a suspeita de incêndio criminoso e intencional provocado por moradores dos arredores, regra quebrada no incêndio de 2001, causado por turistas perdidos a poucos metros da estrada. Fogo também igual aquele que consumiu 5.000 ha em 1988, 1995 e tantas outras vezes como em um relato e fotos do antropólogo Levi- Strauss que subiu o Pico das Agulhas Negras envolto na fumaça em 1937, mesmo ano da fundação deste primeiro parque nacional. Quantos outros pequenos incêndios caíram no esquecimento ou restou somente o registro em algum arquivo?

A causa fundamental dos incêndios não é outra: questão fundiária não resolvida. Decreta-se um parque e as indenizações não são pagas, os moradores não são removidos e assim fica. Pela lei que organiza as unidades de conservação - SNUC, enquanto a questão não é resolvida, não é possível impedir que o morador tenha seu meio de sobrevivência. Daí tudo se justifica. Partes de um parque nacional, em tese uma unidade de conservação, continua sendo o quintal de alguém e não uma área pública destinada a conservação, pesquisa e uso público. Evidente que o IBAMA (Chico Mendes) não fornece condições ideais de pessoal e recursos, mas fica um ar de condescendência, exemplos? Vão dois:

1. O hotel mais alto do Brasil, como está em alguma propaganda, foi construído dentro da área declarada parque e contrariando ainda outra lei federal, o Código Florestal. Quem não conhece poderia supor que foi feito em um local ermo pouco fiscalizado. Está a cerca de um quilometro da portaria 3, na única estrada de acesso;

2. Não é difícil encontrar hoje evidências de gado por grandes áreas do Planalto. Até na frente do Abrigo Rebouças. O Abrigo Massenas foi usado por longo tempo como curral. Estas áreas não estão a poucas centenas de metros das cercas das fazendas.

Dentro deste quadro as trilhas que ligam o Planalto a Sede e a Visconde de Mauá foram oficialmente proibidas no final dos anos oitenta, sob a alegação de impactos e riscos. Justificativas facilmente rebatíveis pois o que faltou foi manutenção, que permitiu a instalação de processos erosivos intensos, que uma vez iniciados continuam com ou sem o pisoteio.

A absoluta incompreensão das atividades que chamamos de montanhismo são patentes. Desde chefes de parques até os seus máximos superiores em Brasília vêem as longas caminhadas e as escaladas como algo estranho aos parques quando na verdade, a idéia de parque surgiu neste espírito e até parques foram criados por iniciativa direta dos montanhistas como o PN Serra dos Órgãos. Burocratas que confortavelmente acreditam no alarmismo míope de pesquisadores que em última instância querem a eliminação da humanidade para não interferir nos processos naturais, ou ao menos para não pisarem em seus experimentos colocados no meio da trilha. Soma-se a chefes de parques sem uma preparação para este tipo de função. O responsável anterior pelo PNI possui mestrado em produção pesqueira ou algo similar e nunca havia administrado um parque de montanha. Os parques são tratados como simples repartições nas quais entram e saem processos e que o atendimento ao visitante é algo próximo ao incomodo. Porem este chefes em suas repartições incorporam poderes de um proprietário de terras aos moldes dos velhos coronéis, são a lei o juiz e a polícia, tudo podendo e tudo fazendo segundo suas vontades.

Neste quadro quem tem seus direitos violados é o cidadão, em especial aquele que quer utilizar o parque em sua plenitude, escalando uma parede ou passando alguns dias em real contato com aquele mundo selvagem. Direito que não é uma reivindicação de um grupo de excêntricos, é direito praticado e incentivado em centenas de áreas protegidas pelo mundo, freqüentadas por milhões e que trazem riqueza para as regiões.

Com a obrigatoriedade pelo SNUC de constituir os conselhos consultivos, as decisões ao menos podem ser discutidas, mas são poucos os conselhos que contam com a participação de representantes dos visitantes, logo prevalece as demandas daqueles que possuem interesses comerciais, dos gestores da unidade e dos pesquisadores. Não raro um parque passa a ser o negócio particular de um grupo. Quem conhece os parques Chapada dos Veadeiros, Aparatos da Serra atestam o modelo. O visitante que paga ingresso e seus impostos passa a ser tratado como um rico imbecil, culpado pela falta de informação que o parque não fornece e taxado de antemão de vândalo, nesta condição só pode entrar no parque pagando para alguém da comunidade (termo que possui uma definição muito ampla e vaga) que deverá vigia-lo ao mesmo tempo que repete como é importante a natureza. No PNI o modelo quase foi copiado após o incêndio e 2001, precedido de um período de fechamento total, foi estabelecido que o acesso só seria permitido com alguém reconhecido como guia cadastrado do parque.

Mas como que os dois turistas ficaram perdidos e iniciassem o fogo para chamar a atenção, segundo alegaram,nunca foi questionado. Ao que parece entraram no parque em um ônibus, ou seja um grupo organizado, provavelmente com alguém que assumiu a posição de guia e que abandonou os dois na trilha. Mas como perderam a trilha? Fácil, as trilhas são ridiculamente sinalizadas e não são mantidas com as características adequadas para o público e intensidade de uso, como clareza de percurso. No início dos anos 80 era fácil chegar até os cumes das Agulhas e Prateleiras, havia um conjunto de marcas amarelas, nas rochas, facilmente visíveis, hoje há somente algumas placas indicando "retorno" em locais inadequados. De quem foi a culpa pelo incêndio? Não foi somente dos dois turistas, foi da administração do parque também. Esta não manteve as trilhas sinalizadas e não forneceu informação suficiente para o grupo.

A sinalização existente mais clara até este triste incêndio era as duas placas indicando as travessias, afirmam que é necessário entrar em contato com a administração para conseguir as autorizações. Chega a ser ofensivo, pois foram pagas pela organização de uma corrida de aventura que usou as trilhas proibidas com total anuência da chefia do Parque. Este alega que nada informou aos membros do Conselho Consultivo ou a Câmara técnica específica. por a solicitação, formulada pela organização do evento comercial pois o percurso deveria ser segredo. Trilhas fechadas devido aos impactos? Quais impactos se o gado atinge estes campos por estas trilhas e o fogo devasta tudo com intervalos menores que dez anos? Sem contar os relatos de excursões a cavalo que atingem até o vale do Aiuruoca. A trilha da Serra Negra só foi proibida quando a administração tomou conhecimento através de uma revista que uma ONG utilizava a travessia em suas atividades.

Quando é divulgado que as federações de montanhismo estão trabalhando no sentido de abrir as travessias há com freqüência uma manifestação de desdém. É informação corrente que muitos fazem estas travessias a despeito da proibição de mais de uma década.

Neste quadro as federações de montanhismo do Rio e de São Paulo firmaram com o PNI um termo de cooperação técnica em 2003, oferecendo auxílio técnico nas atividades pertinentes e participando do conselho consultivo desde sua criação, sempre pontuando que o uso das áreas de escalada e as trilhas são direitos e não concessões especiais. Porem a política adotada pela administração do parque é claramente diversionista. Quando é do interesse a administração impõe restrições ou autorizações como no caso do fechamento da estrada entre o Posto 3 e o Abrigo Rebouças e a corrida de aventura, quando quer evitar uma decisão, apresenta novos condicionantes que são lançados em plenária, estas frequentemente pouco produtivas. As federações atenderam as condições apresentadas pela administração, como o georreferênciamento e marcação das trilhas, acompanhado por um parecer técnico e um anteprojeto de gestão e possível melhoria das trilhas, porem afirmando que as travessias poderiam ser abertas de imediato, com o mínimo de esforço por parte do PNI.

Agora a administração do parque apresenta um novo empecilho, a implantação de latrinas nos pontos de pernoite. Equipamento extremamente raro em trilhas pelo mundo das áreas protegidas com as mesmas condições. Instalações sanitárias são implantadas em locais de grande freqüência e com condições de manutenção, o que não são os casos. Assim a exigência beira o absurdo em um tipo de clima, solo e freqüência de uso que não justifica. Junto com propostas de período de experiência, sazonalidade e outras condicionantes, fica claro que as travessias são de uso restrito as empresas que promovem eventos e não ao cidadão que quer usufruir um direito garantido em lei.

Desta forma o incêndio já é pretexto para o fechamento da visitação no Planalto. Uma área devastada pelo fogo vai sofrer impactos adicionais com a visitação? Quais que já não sofreram, sendo uma região assolada periodicamente pelo fogo e pastoreio? A erosão genética será potencializada pela visitação? Quase impossível! As trilhas sofrerão maior processo erosivo? Que tal medir? Porem dificilmente será relevante. A fauna será mais atingida pela presença do visitante? Mais do que foi pelo fogo?

Não há argumento para contrapor a reabertura oficial das três trilhas de travessia do Planalto, inclusive a "Rebouças-Mauá", trilhas que nunca deixaram de serem usadas de fato.

Quem quer continuar escalando e caminhando por aqui deve se posicionar, reclamar com o Ministério do Meio Ambiente, IBAMA/Chico Mendes, com a administração do parque e quem mais puder decidir.
Roney Peres
7/2007_Debate sobre a manutenção do Complexo do Baú e região
Aproveitando a boa onda da Festa na Montanha - Inverno 2007, o GT Manutenção de vias da FEMESP convida a comunidade escaladora para debater sobre as necessidades de manutenção no conjunto do Baú e região. Queremos ouvir a coletividade para definirmos prioridades e linhas de atuação, avaliarmos casos polêmicos e, principalmente, unificarmos esforços em prol do bem comum. Não estaremos focados apenas na questão das proteções fixas em mal estado, mas também nas trilhas, bases de vias, rochas soltas e demais assuntos pertinentes à escalada na região. As vias de escalada são nosso maior legado e, dessa forma, devem ser mantidas em condições de serem frequentadas!

Nosso encontro está marcado para domingo (29/07), às 09:00 hs, no local da Festa (EE. Dr. Genésio Cândido Pereira - São Bento do Sapucaí). Logo em seguida, teremos o lançamento da chapeleta fundamental do GT.

Favor divulgar para a comunidade.
Boas Escaladas!
Pedro Refinetti
7/2007_Festa na Montanha Inverno 2007
Dias 28 e 29 de Julho em São Bento do Sapucaí
Imagine um evento em que todas as vertentes do montanhismo, desde o escalador esportivo que curte somente escalar boulders, até aquele que sobe uma alta montanha no mais puro estilo expedicionário. Junte neste bolo um explorador nato, que abre vias em locais remotos do país e descobre assim novas áreas de escalada, e também a menina que descobriu que ginástica olímpica é chato se comparado com uma boa tarde de tentativas nas vias de resina de um ginásio.

Imagine agora este evento regado à Festival de Boulder com os escaladores mais competitivos do país, palestras com grandes nomes da exploração do montanhismo, mesas redondas com debates sobre regrampeação e sobre limpeza e manutenção de trilhas e points de escalada. Tudo isso junto a muitos desafios de força e destreza, além de muita música, fotos das nossas montanhas, bebida e comida.

Pois é. A FEMESP imaginou isso, achou que seria bacana, e criou a FESTA NA MONTANHA – INVERNO 2007.

Parece festa?
E é!
Só que com um propósito que não é apenas divertimento.

Além da confraternização natural que um encontro de montanhistas pode ocasionar, o objetivo deste evento é marcar definitivamente a responsabilidade que todos temos em passar uma mensagem de prática do bom uso das montanhas. Nesta integração de todas as vertentes do montanhismo vamos definir nossos passos futuros, angariar voluntários e arrecadar verbas para poder colocar em prática muitos projetos que não saem das listas e do desejo de cada um.

Esta prática inclui ações que a FEMESP promove como o PAM – Programa Adote uma Montanha, em que cada comunidade ou associação que participa doa seu trabalho e tempo para cuidar de uma área específica ou uma montanha. Também, o trabalho de luta pela preservação de nossa liberdade de usufruto dos parques nacionais, como ocorre, por exemplo, no caso do PNI, em que muitas viagens e reuniões com políticos e órgãos gestores ambientais do governo consomem nosso esforço e tempo. Contemos aí também com o GT Croquiteca, criado para relacionar e disponibilizar os croquis de vias de escalada no Estado, o GT Manutenção de Vias, que surgiu da necessidade de existir um consenso entre todas nossas comunidades locais, cada uma com uma idéia diferente e pertinente. Ah, tem também os campeonatos que a FEMESP promove, os mais irados do país. Além de muitas outras ações porvir.

Nós da FEMESP/APEE convidamos TODA A COMUNIDADE DE MONTANHISMO de São Paulo, todos que pelo montanhismo vivem e sobrevivem, que das montanhas de alguma forma tiram seu sustento, prazer e diversão, a participar do encontro.

Colabore com nosso trabalho com doações em dinheiro, produtos, ou então como voluntário, apoio, e ainda participando da festa da forma que mais combine com sua atividade e sua responsabilidade.

Esperamos seu contato!
Envie um e-mail para nossa secretaria.

Programação


Data: 29 e 29 de julho
Local: São Bento do Sapucaí (Escola Estadual Dr. Genésio Cândido Pereira)
Dia 28/07 – Sábado

São Bento Open Boulder

Horário: A partir das 15h00

I OPEN DE BOULDER DE SÃO BENTO DO SAPUCAÍ
FESTIVAL DE BOULDER + FINAIS + DESAFIO DE BOTE
(Válido para o Ranking Paulista de Escalada Esportiva 2007 para os atletas filiados da FEMESP)

Participação aberta a todos os escaladores do Brasil sem limite de idade ou nível de escalada. É pura diversão!
Inscrições e Informações: www.apee.com.br

ATENÇÃO – Desconto especial para sócios dos Clubes filiados à FEMESP.

Atrações:
- Desafio Casa de Pedra - NO FOOT CONTEST
- Desafio Biomecânica Funcional (elásticos, bolas, etc.)
- Venda de produtos e roupas de montanhismo e moda de montanha
- Desafios com corda
- Praça de alimentação
- Museu da manutenção das vias do Baú
- Fotos do Baú antigas e atuais
- Exposição do Programa Adote uma Montanha (PAM)
- Homenagem aos pioneiros da escalada no Baú.
- E muito mais...
Festa com a banda "Os Tupinambás" e DJ Piton Head

Dia 29/07 - Domingo
Horário:
das 9h00 às 17h00

- Lançamento da chapeleta fundamental – GT Manutenção de Vias.
- Sala de discussões sobre regrampeação de vias.
- Ação do PAM no Baú.
- Programação na Escola da Família.

Livre para escalada nos Boulders para toda a comunidade local e escaladores

Ação Social:
- Os atletas inscritos para o Open devem doar 1 kg de alimento.
- O público visitante poderá participar de um sorteio de brindes trocando também 1 kg de alimento por um cupom do sorteio.
- A Femesp doará um muro de escalada para a escola para uso dos alunos.


Realização:
FEMESP APEE CEU CAP CMSM GPM

Apoio:
Prefeitura de S. Bento do Sapucaí
Mountain Voices
Tectom
Casa de Pedra
EE. Dr. Genésio Cândido Pereira - Escola da Família

Colaboração:
Montanhismus, Webventure, Casa de Pedra,
Vertical Indoor, Altitude Escalada, UBT, Grade VI
Biomecânica Funcional, Corpo de Guias, Solo
Aventura no Rancho, Pesca na Montanha, Curtlo
Cosin, brasilvertical.com.br, Snake, Plasmódia
Kailash/PETZL, Kailash Concept Store

Coloque aqui sua marca!

4/2007_A Festa na Montanha 2007 foi um sucesso!
Veja Galeria de fotos
No sábado (dia 14), logo pela manhã, a lojinha montada no Arco da Velha para a venda dos produtos dos apoiadores (Curtlo, Solo, Snake e Gringa Agarras) foi o maior sucesso. A moçada adorou a quantidade e a variedade de produtos colocados à venda, além dos preços que estavam muito interessantes.

Na Falésia do Lagarto, além de muita calada, houve a apresentação do Comando de Operações Especiais (COE) que, além de demonstrar os equipamentos utilizados em resgate, trocaram muitas informações sobre como evitar acidentes.
À noite a festa rolou solta. Depois dos comunicados oficiais, o boulder do banquinho e o boulder de mesa premiaram os melhores da noite. Uma slack line foi montada para desafiar o equilíbrio dos mais experientes e dos iniciantes.

Finalmente, um cabo de guerra marcou o auge da animação. As equipes se alternavam nos desafios e, além da alegria contagiante, muitos brindes foram distribuídos entre os participantes.

No domingo (dia 15), aconteceu o encontro dos grupos do Programa Adote uma Montanha (PAM). Contando com o conservador e restaurador Antonio Luis Sarasa, aconteceu uma importantíssima palestra e discussão sobre “pichação”, o mal urbano que infelizmente também atinge as montanhas.

3/2007_Calendário 2007 de escalada esportiva
Confira aqui no site os calendários dos campeonatos Paulista, Brasileiro e Open. Basta clicar no menu principal no link Escalada Esportiva >> Calendário

3/2007_Festa na Montanha! Abertura da temporada de Montanhismo e Escalada 2007
Croqui Pedra do Lagarto
Dia 14 de Abril
10h Encontro dos escaladores na Falésia do Lagarto (dia livre para escalada). Para fazer as inscrições e saber como chegar, passe antes no Arco da Velha
10h30 Workshop com COE – Comando de Operações Especiais - Busca e Resgate
20h Início da Festa na Montanha no Arco da Velha com Boulder de mesa, Boulder do banco, Slack-line, fogueira, milho-verde, pinhão...

Haverá feira de equipamentos Solo, Snake e Curtlo e se você têm equipamentos parados juntando teia de aranha, traga e participe da feira de troca.

Filme
Leste Escalada e Parapente Rio de Janeiro, 2006, 23 min.
Direção: Christian Steinhauser e Priscila Botto
Produção: Montanhar

23h30 DJ Pitonhead
Dia 15 de abril
Dia livre para escalada... Ou caminhada do Morro do Cruzeiro à Pedra do Baú. (Inscrições limitadas - feitas no local)

1° TPM - Todas Para a Montanha!
Encontro feminino de escalada na Ana Chata (Inscrições limitadas - feitas no local)
Veja o convite!

Reservas para o alojamento em São Bento do Sapucai na Montanhismus
3/2007_Exposição 70 anos do Parque Nacional do Itatiaia
70 anos do Parque Nacional do Itatiaia